O poder do três vezes três

Você já deve ter ouvido falar sobre o poder de três vezes três no filme "Jovens Bruxas" quando a Sarah (Robin Tunney) faz um feitiço de Glamour não é?

Usamos este poder para assegurar a eficiência dos feitiços rituais. Quando invocamos a força de três vezes três, o ritual é formalmente encerrado, de modo que os seus resultados não passem a prejudicar a vida de ninguém, inclusive a nossa. Quando a magia é prejudicial, ela não se realiza ou se realiza de um modo que a bruxa tenha de pagar pelos danos que causou.

O resultado obtido pelo poder de três vezes três é garantido e incontestável. Você pode invocá-lo da maneira que achar melhor, desde que sejam palavras que movam a sua própria fé. Quando esse poder é utilizado para o mal, esse mal voltará para o usuário em seu valor triplicado.

Seja sábio ao praticar magia, porque muitas vezes uma receita mágica bem-intencionada poderá ser utilizada erroneamente, causando mal devido ao poder incontrolável da nossa mente. É como se fosse uma faca de cozinha, se tomarmos cuidado ela poderá ser útil para cortar alimentos. Mas se não tomarmos cuidado, poderemos nos machucar com ela.

O seguinte ritual é um exemplo que contém as principais estruturas de invocação do poder de três vezes três. Quando acabamos qualquer feitiço ou ritual, a concentração de pensamentos voltados para o nosso objetivo ainda permanecerá à tona. Envolva essa concentração com um laço de energia branco, dando três nós firmes. Enquanto estiver dando os nós, repita com muita fé e concentração este encantamento:

"Pelo poder de três vezes três,
Toda vontade vira ação.
Sempre pelo bem de todos,
Essas energias se formarão."

(Desconheço a autoria)


Xamanismo





A Milenar Força dos Ancestrais, o Xamanismo resgata a relação do homem com o planeta a partir de crenças ancestrais.

A palavra xamã tem sua raiz na Sibéria, vinda da palavra Saman, que significa inspirado pelo espiríto". O termo xamã foi adotado pelos antropólogos ao se referirem a curandeiros, feiticeiros, homens da medicina, etc.

O Xamanismo é a mais antiga prática espiritual, médica e filosófica da humanidade.
Pode ser encontrada em todas as partes do mundo - Sibéria, América do Norte, América do Sul, Austrália, Oceania, África, China, Índia, Tibet, etc. com muitas semelhanças nas práticas. As origens do Xamanismo datam de 40 mil a 50 mil anos, na Idade da Pedra.

E quais os benefícios da prática Xamânica? 

Proporcionar tranquilidade, paz, profunda concentração, estimular o bem estar físico, psicológico e espiritual reforçando a coragem e a determinação. O Praticante explora a estrutura de sua própria consciência e vai compreender como os fatos acontecem na sua vida, deixando de ser vítima das circunstâncias.

PODER INTERNO

A premissa básica do Xamanismo é o reconhecimento que todos fazemos parte da Família Universal e tudo está interligado. O praticante compreende o "Espírito Essencial", que está dentro dele mesmo, na natureza e em todos os seres. Ele sabe quem ele é, e como se relaciona com o Universo.

O reconhecimento do caminho da verdade vem da expansão da consciência e da compreensão que o verdadeiro poder está dentro de cada praticante e provém se seus próprios dons.

(Desconheço a autoria)


O renascimento da Wicca





A Wicca e o Renascimento da Bruxaria Moderna
(Por Asgard Alessandro Melchior)

Com a crucificação do Cristo (?) firmou-se o início de uma nova era na história da humanidade. Após passar por séculos de orientação matrifocal, o culto ao Sol ganhava força e voltava a se impor sobre as sociedades. Antes do Cristo, o culto a Mitras se espalhava por toda a Europa, saindo da Pérsia e atingindo Roma, para daí prosseguir pelos países sob o jugo dos Césares. Na Grécia, Zeus assentava-se sobre o trono olímpico, impondo o patriarcado aos novos tempos. A nova orientação já era conhecida, em Elêusis os Sacerdotes sabiam que turbulências viriam, e em Éfeso Ártemis viu seu templo incendiar-se, nada fez, apenas assistiu passivamente, o fim do culto à Deusa Lua e ao Deus Sol.

O cristianismo se impôs, o islamismo prevaleceu, menos severo o budismo fez sua parte. Estava enterrado o culto ao Divino Feminino e seu Consorte, o Deus de Cornos. Na Gália as "colheitas de Macha" estavam encerradas, o fogo de Vesta se apagava. Brigith transformou-se em Santa Brígida, e Ísis não mais reinava sobre o Egito, o que havia séculos.

Constantino, seguindo os novos ventos, que são eram mais os filhos de Éolo, tomou o cristianismo religião oficial do Império Romano. O cristianismo se propagou na Europa, o islamismo na Ásia, o budismo na Índia. Em cantos diferentes o mesmo acontecia. Muitos inclusive nomes de "respeito" da nossa área costumam ter atitudes negativas em relação a esse processo.

Nós, porém, o vemos como algo necessário à evolução da humanidade, uma experiência importante para que não nos perdêssemos no fim do caminho, preferindo por essa dúvida coletiva antes. A humanidade vivia regida pelos ciclos do Sol e da Lua, o macro pelo Sol, o Deus, o microcosmo pela Lua, a mulher em seu ciclo de 28 dias. Durante essa regência, seguindo a Roda do Ano a sociedade humana experimentou o equilíbrio de estar em harmonia com os fluxos e refluxos dos Cosmos e do Sol, que enviava sua luz à Lua, essa a refletia sobre as obscuras mulheres e à Terra, que eram regidas por esse astro.

A menstruação acompanhava o ciclo lunar, as marés, menstruação da Terra também. Do lado oposto, os homens eram regidos diretamente pelo astro-rei. Ambos realizavam seus cultos em datas específicas, se encontrando quatro vezes durante ciclo solar, de 365 dias. Em cada uma celebravam uma fase do eterno ciclo, o Deus (Sol nascia, atingia a plenitude (equinócios), fecundava a Deusa (Lua) e morria para novamente para renascer (solstícios). A Lua, com suas quatro fases reflete resumidamente esse ciclo solar.

Para nascer é preciso morrer, a humanidade buscou então o fim da era dourada, era necessário conhecer os dissabores do patriarcado. Seguir novos conceitos, entre eles a guerra, a dominação e a força, o Sol se sobrepôs definitivamente através da figura do Cristo. A humanidade perdendo a visão da divindade buscou intermediários para tratar dos assuntos divinos, e pôs o Divino em suas mãos, era hora de buscar novos limites, novos domínios sobre o material. Pôs nas mãos dos clérigos o papel de zelar pelo ego-centrismo, acreditou-se então ser a Terra o centro do universo de Deus, criou Deus onipotente e o Diabo, o que resultasse positivamente era mérito de um, os contratempos culpa do outro. Preferiu renunciar ao raciocínio, era hora de construir riquezas, feudos.

Com o tempo esses próprios clérigos se encarregaram de desmoronar aqueles pilares, a humanidade perde seu alicerce e percebe que não é em Deus como centro do Universo (Teocentrismo) que se deve basear sua existência. O raciocínio e o pensamento ressurgem, o Renascimento desponta e acredita-se na Ciência como nova forma para se tentar entender velhos conflitos: Quem somos? Para onde vamos? De onde viemos?

Novamente entregando as rédeas de sua carruagem a outrem, a humanidade percebe que o método científico é falho, encontra o tronco de "Yggdrasil". Sua raiz, porém, permanece oculta.
Novamente um colapso, do século XIX ao XX os sapiens perdem seu novo alicerce, ressurge então um movimento de resgate de antigas tradições, de quando os deuses ainda viviam entre os homens. Passamos a olhar para trás e vemos adormecidos em velhos túmulos as divindades de outrora, técnicas arcaicas voltam a ser utilizadas, as ervas da mãe natureza voltam a curar, e novos sacerdotes de uma Atlântida já extinta voltam a cantar os velhos hinos, a pira é acesa novamente, e novas bruxas voltam a dançar nos velhos círculos. De novas maneiras, adaptadas ao tempo, as Pitonisas ressuscitam para proferir oráculos que cantam a volta de Zéphiro.

Na Filadélfia, em 15 de agosto de 1824 nasce Charles Leland, que se encarrega de trazer à tona os velhos mistérios da Bruxaria, decifrando símbolos e trazendo à público o que o tempo e algumas organizações haviam protegido durante o tempo que findava. Coube a ele o papel de intermediador entre os guardiães dos Antigos Caminhos e o laico público. 

No século XX surge Gerald Gardner, que da Inglaterra se torna o maior divulgador da Bruxaria Moderna. Em seus escritos, porém, Gardner agrega elementos da Alta Magia, essencialmente complexa em sua liturgia, e que contrastam com a simplicidade e bucolismo do verdadeiro paganismo ancestral. Segundo alguns essas modificações de Gardner derivam da relação que ele mantinha com Aleister Crowley, grande nome do Ocultismo.

O neologismo "Wicca" teria sido criado pelos dois para popularizar a Bruxaria, nome que carregava certa egrégora negativa perante a maior parte da sociedade de então, o que ainda permanece, em nível reduzido, nos dias de hoje.

Na década de 80 aparece Scott Cunninghan, que adiciona conceitos da Nova Era na Bruxaria Moderna. Muitos aspectos do movimento hippie e outros movimentos alternativos foram então mesclados, o que veio a calhar com os novos membros que entravam para a Bruxaria, que em sua maioria provinham da religião católica ou de outras de orientação ortodoxa, e muitos aspectos passaram por transformações e se tornaram mais leves para acomodar esses novos seguidores. 

Não possuindo uma organização centralizada, a Bruxaria abre espaço para a individualidade, o que causa inúmeros contrastes entre seus praticantes, que possuem, como única fonte de informações, em sua maioria, os livros e a internet, que muitas das vezes divulga conteúdos de má qualidade. Nesse processo de resgate e transformação podemos esquecer as raízes, bloqueando o início dos antigos caminhos, tendo em frente apenas uma estrada incompleta a seguir.

Leland como pai da Bruxaria Moderna preservou a simplicidade em sua obra, acreditava na Natureza como único Livro sagrado existente que, assim como o quadro é feito à semelhança do pintor, é feita à semelhança dos criadores, e observando-a podemos ver as leis que regem os deuses, refletidas em sua criação. Leland tentou preservar esses conceitos, que infelizmente estamos "modernizando", esperamos receosos que essa modernização não nos afaste dos antigos caminhos, fazendo com que nos esqueçamos da semente plantada pelos ancestrais.


Texto elaborado por:
Asgard alessandromelchior@yahoo.com.br
Graduando em História Unesp/Franca
Iniciado Wiccano de 1º Grau na Tradição Gardneriana
Iniciado na Tradição Familiar da Stregheria, La Vecchia Religione
Radiestesista, Cromotepeuta e Terapeuta Holístico


Chuva de meteoros



Nesta quarta, 12 de agosto, acontecerá um fenômeno importante no céu. É a chuva de meteoros perseídeas.

Será possível ver uma chuva de meteoros na constelação de Perseus, por isso o nome de Perseídea.

Os meteoros são fragmentos do cometa Swift-Tutlle, quando a Terra cruza este rastro deixado no espaço ocorre a chamada chuva de meteoros.

A Terra irá cruzar o rastro dos perseídeas de 23 de julho a 22 de agosto, sendo que o pico de meteoros que irão atingir a atmosfera terrestre será no dia 12 de agosto, será uma taxa de 80 meteoros por hora.

Para ver a chuva de meteoros, é necessário que você se localize e olhe para o céu na direção norte. O melhor local para observação é um local escuro para admirar este belo fenômeno. Os meteoros podem aparecer em qualquer lugar do céu, mas o rastro irá apontar sempre para a constelação de Perseu.

Ao anoitecer já poderão ser observadas algumas estrelas cadentes, que aumentarão por volta das 23h, com um pico maior 2 horas antes do amanhecer.

As Perseídeas levam este nome devido ao seu radiante ocorrer na constelação de Perseu, apesar de nada ter a ver com ela. Elas apenas parecem surgir nesta constelação.

Estima-se que aproximadamente 80 meteoritos atinjam nossa atmosfera por hora.

Causa

Normalmente as chuvas meteóricas têm como causa os fragmentos de matéria deixada para trás por algum cometa ou asteróide. No caso das Perseídeas os detritos são micro fragmentos deixados pelo cometa Swift-Tuttle 1862. Quando os cometas se aproximam do Sol algumas partes derretem e se rompem, produzindo milhões de fragmentos de gelo e poeira, que formam uma trilha. Esses fragmentos, em sua maioria do tamanho de um grão de arroz, queimam ao penetrar em nossa atmosfera, produzindo os riscos luminosos.


FONTE:


Livros indicados




Esta lista é uma sugestão do site Bruxaria.net.

Todos os livros a seguir já foram publicados em português e são bastante indicados pela maioria dos bruxos e bruxas.

Livros para iniciantes:

- A Arte, o Livro das Sombras de uma Bruxa (Dorothy Morrison)
- ABC da Bruxaria (Claudiney Prieto)
- Dança Cósmica das Feiticeiras (Starhawk)
- O Poder da Bruxa (Laurie Cabot)
- O Significado da Bruxaria (Gerald Gardner)
- Os Mistérios Wiccanos (Raven Grimassi)
- Revelações de uma Bruxa (Márcia Frazão)
- Wicca, a Bruxaria Saindo das Sombras (Millennium)
- Wicca, a Religião da Deusa (Claudiney Prieto)
- Wicca, um Estilo de Vida, Religião e Arte (Raymond Buckland)

Para quem está começando mas já leu algumas coisas:

- A Religião da Grande Deusa (Cláudio Crow Quintino)
- Aradia, o Evangelho das Bruxas (Charles G. Leland)
- Bruxaria Hoje (Gerald Gardner)
- Enciclopédia da Bruxaria (Doreen Valiente)
- O Culto das Bruxas na Europa Ocidental (Margaret Murray)

Para praticantes solitários:

- Guia Essencial da Bruxa Solitária (Scott Cuningham)
- O Anuário da Grande Mãe (Mirella Faür)
- O Guia da Tradição Wicca Para Bruxos Solitários (Raymond Buckland)
- O Livro Completo da Bruxaria (Raymond Buckland)
- Vivendo a Wicca (Scott Cuningham)
- Wicca para Bruxos Solitários (Claudiney Prietto)

Para praticantes mais experientes:

- A Deusa Branca (Robert Graves)
- Autodefesa Psíquica (Dion Fortune)
- Elementos da Deusa (Caitlin Matthews)
- O Deus das Feiticeiras (Margaret Murray)

Livros de tradições ou linhas específicas:

- A Bíblia das Bruxas (Janet e Stewart Farrar)
- Bruxaria Hereditária (Raven Grimassi)
- Oito Sabás Para Bruxas (Janet e Stewart Farrar)
- Wicca Brasil (Mavesper Cy Ceridwen)
- Wicca Gardneriana (Mario Martinez)

FONTE: Bruxaria.net